Arte, Amazônia e seus Povos Crédito:

“Arte, Amazônia e seus Povos: A Amazônia é agora! A Amazônia somos nós!” 

A exposição “Arte, Amazônia e seus Povos: A Amazônia é agora! A Amazônia somos  nós!”, iniciativa da ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, reúne 19 obras de artistas,  coletivos e comunicadores de diversas regiões do país, celebrando a força criativa,  política e ancestral da Amazônia e de seus povos. 

Com linguagens que atravessam a fotografia documental, o bordado, a pintura, a  performance, a arte digital, a ilustração e outras formas híbridas de expressão, as  obras convidam o público a reconhecer a Amazônia não apenas como bioma, mas  como território vivo — habitado, construído e defendido por comunidades que  sustentam a floresta com saberes, memória, trabalho e resistência. 

Selecionadas por sua potência poética, clareza de mensagem, consistência conceitual  e diversidade territorial, as criações dialogam diretamente com os desafios da COP 30,  que aconteceu em Belém do Pará em 2025, e com as urgências de justiça climática,  soberania dos povos tradicionais e proteção da biodiversidade. A exposição prioriza  artistas da Região Norte e contempla também criadores de outros estados que  mantêm vínculo direto com as discussões amazônicas. Tivemos representantes de  Roraima, Rondônia, Amazonas, Pará, Acre, Maranhão, Ceará, Alagoas, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Entre os destaques, estão obras que reinterpretam ancestralidades indígenas; que  denunciam impactos ambientais como queimadas, poluição dos rios e avanço da  monocultura; que registram a vida ribeirinha, quilombola e comunitária; que  documentam marchas, mobilizações e deslocamentos de povos amazônicos rumo à  COP; que celebram rituais, gestos cotidianos e vínculos com o território; e que  reafirmam a arte como ferramenta de luta, memória e imaginação política. 

Dos corpos-floresta às paisagens de resistência; das narrativas de mulheres indígenas  e periféricas aos registros da vida ribeirinha; da fabulação crítica sobre “bactérias de  plásticos” às imagens que expõem a seca, a cheia, a fumaça e os ciclos extremos  vividos pelo Acre; dos bordados que “reflorestam” a imagem às fotografias que  denunciam a crise climática no cotidiano — cada obra afirma, à sua maneira, que a  Amazônia somos nós. 

Essa coleção plural revela que a arte é uma linguagem essencial para fortalecer o  debate público, ampliar vozes silenciadas e promover o direito à livre expressão — fundamento democrático indispensável para enfrentar as desigualdades socioambientais e construir futuros possíveis. 

Ao percorrer a exposição, o público é convidado a enxergar a Amazônia para além dos  imaginários distantes: aqui, ela se apresenta como território de luta, de afeto, de  diversidade e de esperança. Um território que pulsa em cada artista, em cada povo, em  cada rio e em cada gesto de criação. 

“A Amazônia é agora! A Amazônia somos nós!” não é apenas o título da mostra. É um  chamado urgente — político, poético e coletivo — para agir, escutar e proteger quem  protege a floresta.

Artes e Artistas

Cultivar com respeito para colher com consciência
— Léu (Cacoal, Rondônia)

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A Ferida de Kopenawa
— Alícia Bianca (Boa Vista, Roraima)

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Marco Temporal
— Jimmy Rus (Uberlândia, Minas Gerais)

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Marina e a Flor-da-lua na Amazônia
— Natany Rodrigues (Parauapebas, Pará)

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A Fábula das Bactérias de Plásticos do Rio Negro
— Leonardo Costa Braga (Belo Horizonte, Minas Gerais)

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Entre Rios
— Dighetto (Manaus, Amazonas)

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Luz da Floresta: Narrativas Fotográficas da Vida Ribeirinha de São Francisco do Caramuri
— Daniel Leandro/ACASFC (Comunidade São Francisco do Caramuri, Manaus, Amazonas)

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Coluna de vida
— Fernanda Fidelis (Cuiabá, Mato Grosso)

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O Cardume
— Paulo Cantalice (Borba, Amazonas)

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Gritaria gráfica - a marcha das tintas na COP
— Luan Matheus Santana (Timon, Maranhão)

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Caravana ancestral rumo à COP30
— Vinny Batista (Manaus, Amazonas)

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Quando a Natureza Veste o Corpo
— Bruxa (Altamira, Pará)

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A (Mono)cultura De Magritte
—Raphael Vieira Vasconcelos (Goiânia, Goiás)

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Sem título
— Ana Mundim (Fortaleza, Ceará)

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Pé De Patoá
— Jul Sousa (Maceió, Alagoas)

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Amanhã em Mim: Ressurgência Bordada
— Aline Brant Bagre (Paraty, Rio de Janeiro)

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Território que Alimenta
— Aline Fidelix (Manaus, Amazonas)

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Memória visual do Vale do Juruá: a Amazônia acreana em tempos extremos climáticos
— PH Costa (Cruzeiro do Sul, Acre)

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