Os corpos que vivem na floresta não estão nas mesas de negociação, mas são os que mais a protegem e os que mais sofrem com decisões tomadas longe dali. A floresta não é metáfora, é sustento, é alimento e neste momento Bê – o “”Mateiro””, assim são chamados os guardiões da floresta estava subindo no pé de Patoá para preparar o vinho de Patoá.
A presença humana de Bê não invade, ela compõe, habita, se adapta, se apoia. O ato de subir na árvore com uma corda é um saber ancestral, prática de coleta e sobrevivência, cuidado e coexistência. Existem pessoas que sabem viver, que se relacionam com o território sem destruí-lo, acredito que a imagem mostra a Amazônia como espaço vivido, não como cenário.
Biografia
Juliana é multiartista com mais de 15 anos de atuação nas áreas de fotografia, cinema e design gráfico. Graduada em Publicidade e Propaganda, desenvolve trabalhos como fotógrafa, diretora de fotografia e produtora audiovisual, com projetos realizados no Brasil e em Moçambique.
No campo da fotografia, trabalha com produção autoral, institucional e corporativa. Suas obras foram exibidas em eventos como o Maré Foto Festival e o Festival V Theoria, e integraram publicações como o fotolivro Artistas Fotógrafas em Alagoas (2023). É integrante do Coletivo Lumaterna composto por mulheres e mães, cujo foco de atuação é experienciar técnicas de fotografia alternativa e discursar sobre maternidade.
Atualmente, integra a equipe de design gráfico da ONG IEUNI – Instituto Estrela Universal, contribuindo para projetos dedicados à preservação da Amazônia. Também empreende na SAVÁ, onde investiga técnicas de tingimento natural e impressão botânica, aplicando princípios de sustentabilidade em processos criativos. Entre seus trabalhos gráficos, destacam-se o selo Metis e a coleção Raízes do Saber.
Entre 2019 e 2020, foi instrutora de Artes Gráficas na ONG Ambrosina, integrando um projeto social voltado para meninas adolescentes. Sua trajetória é guiada pela valorização da memória, pelos saberes ancestrais e pelo compromisso com o impacto sociocutural e regenerativo por meio da arte.
