Os corpos que vivem na floresta não estão nas mesas de negociação, mas são os que mais a protegem e os que mais sofrem com decisões tomadas longe dali. A floresta não é metáfora, é sustento, é alimento e neste momento Bê – o “”Mateiro””, assim são chamados os guardiões da floresta estava subindo no pé de Patoá para preparar o vinho de Patoá.
A presença humana de Bê não invade, ela compõe, habita, se adapta, se apoia. O ato de subir na árvore com uma corda é um saber ancestral, prática de coleta e sobrevivência, cuidado e coexistência. Existem pessoas que sabem viver, que se relacionam com o território sem destruí-lo, acredito que a imagem mostra a Amazônia como espaço vivido, não como cenário.
Jul Sousa (Maceió, Alagoas)
