Ao encontrar a árvore registrada na fotografia, enxerguei nela uma verdadeira “Coluna de vida”, uma estrutura que sustenta, abriga e conecta tudo ao seu redor. O título nasce dessa percepção: assim como uma coluna mantém uma construção de pé, a Amazônia mantém em equilíbrio nosso clima, nossa cultura e nossa própria sobrevivência. A imagem expressa essa força vital que brota da natureza e nos lembra que dependemos diretamente dela.
No contexto do tema “Arte, Amazônia e seus Povos”, a obra reforça que a floresta não é apenas um cenário, mas um organismo vivo que molda modos de vida, memórias e identidades. A árvore-fonte, transformada em símbolo, evoca a ancestralidade dos povos amazônicos, que compreendem essa relação de interdependência há séculos. Assim, a fotografia traz à superfície uma mensagem de respeito e escuta: preservar a Amazônia é, antes de tudo, preservar sua gente. “Coluna de vida” dialoga com a urgência global de proteger o bioma diante das mudanças climáticas, do desmatamento e das pressões econômicas.
A fotografia se soma a esse debate ao afirmar que não existe futuro possível sem essa coluna natural que nos sustenta. A obra, portanto, é um chamado para que reconheçamos o papel vital da Amazônia e assumamos a responsabilidade coletiva de mantê-la de pé.
Biografia
Assessora de Comunicação do Programa REM Mato Grosso. Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso (PPGCOM/UFMT), onde desenvolve pesquisa sobre iconologia de Mato Grosso, com foco na análise de elementos naturais na construção de materiais de comunicação para indígenas, povos e comunidades tradicionais. Integrante do Coletivo ÁudioZap Povos da Terra.
