Em 2020, o Brasil se chocava com a história de uma menina de 10 anos estuprada pelo tio em São Mateus, no norte do Espírito Santo, que, após uma semana de via-sacra, pôde enfim realizar o aborto garantido por lei. Para ter acesso a esse direito, garantido há 80 anos pelo Código Penal Brasileiro, a criança precisou viajar 1.631 quilômetros até Recife (PE), onde o aborto foi realizado no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM). Antes disso, o atendimento havia sido negado no Hospital Universitário de Vitória, na capital capixaba.
Mas a peregrinação marcada pelas negativas institucionais não parou por aí. Enquanto o procedimento era realizado, grupos religiosos fundamentalistas protestavam em frente ao hospital. Para assegurar que a menina e sua avó chegassem à unidade de saúde sem serem abordadas, foi necessário organizar uma operação de segurança.
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