Algo definitivamente está errado com a nossa atenção. Mas o problema não é a tecnologia em si; é o modelo de negócios exploratório por trás das telas dos nossos celulares, que movimenta trilhões de dólares para maximizar o “tempo de uso” dos usuários. Os danos desse modelo são generalizados, e poucos lugares tornam isso tão evidente quanto o Brasil. Os brasileiros passam mais de 9 horas por dia online, uma das maiores taxas do mundo, com aproximadamente metade desse tempo dedicado a plataformas extrativas com fins comerciais.
Na educação, a crescente pressão para adotar ferramentas de IA e tecnologias educacionais está enfraquecendo discussões mais profundas sobre como as telas estão prejudicando o aprendizado. Na política, uma onda de ações legislativas do ano passado teve como alvo algoritmos que expõem crianças sistematicamente a conteúdos sexuais. E no jornalismo de interesse público, diante de um cenário em que quase metade da população brasileira evita ativamente as notícias, o clickbait e os resumos gerados por inteligência artificial comprometem a sustentabilidade econômica do jornalismo de qualidade.
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