O Congresso Nacional discute uma das propostas mais importantes para o futuro da economia digital brasileira: a criação de novas regras para a concorrência entre plataformas digitais. Em meio ao avanço do Projeto de Lei nº 4.675/2025, ergue-se contra ele o argumento de que uma regulação preventiva sufocaria a inovação, afastaria investimentos e comprometeria o desenvolvimento tecnológico do país. A defesa do laissez-faire digital, contudo, parte de uma falsa dicotomia.
Quem enxerga a regulação e a inovação como forças incompatíveis ignora que as big techs já exercem, na prática, um poder regulatório próprio, ao definirem quais tecnologias prosperam, que empresas são capazes de competir e, em última instância, seus interesses para ditar a hegemonia deste mercado.
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