A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de ocultar o CPF dos candidatos, sob o pretexto de cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), foi um erro político e institucional. Ao tentar proteger quem disputa o poder, o TSE acabou punindo o eleitor e esvaziando a transparência do processo eleitoral. Democracia não combina com penumbra.
O sigilo provocou reação imediata de entidades da sociedade civil e do jornalismo investigativo. Abraji, Transparência Brasil, Open Knowledge, Artigo 19, Base dos Dados e outras organizações alertaram que esconder o CPF é retrocesso claro. O número não é dado sensível: é cadastral e tem divulgação admitida pela Receita Federal, pelo TCU e pela CGU quando envolve agentes públicos.
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