A ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, através do seu programa de Proteção e Participação Democrática (PPD), realizou uma formação sobre o Mapa do Aborto Legal com embaixadas, órgãos governamentais e organizações parceiras em Brasília/DF.
A atividade apresentou e discutiu com as pessoas presentes a interface digital, a pesquisa, a cartilha e a série de reportagens do projeto.
O início do evento se deu com uma fala de abertura do embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, que abriu as portas da embaixada para a realização do evento. O representante norueguês reforçou a importância de promover discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos entre países:
“A posição da Noruega é clara: decidir sobre o próprio corpo é uma questão de dignidade, liberdade e equidade. Por isso, apoiamos ações baseadas em dados, pesquisa e cooperação, e reconhecemos que a transparência e o acesso à informação são fundamentais para a efetivação de direitos. Iniciativas como o Mapa do Aborto Legal tornam esses direitos visíveis na prática, orientam políticas públicas e ajudam a reduzir desigualdades”, afirmou Elsebutangen.
Na sequência, Raísa Cetra, co-diretora executiva da ARTIGO 19, fez a fala de introdução sobre a organização e passou a bola para Maria Tranjan, coordenadora de PPD, que fez a apresentação, trazendo um resumo do projeto e bastidores da produção tanto da interface digital quanto da pesquisa e da cartilha.
“Como resultado desse projeto, identificamos 416 locais que realizam o aborto legal no Brasil e 149 projetos de lei que afetam esse direito de alguma forma. Compartilhar esses e outros achados com ativistas, pesquisadoras, organizações da sociedade civil, do poder público e as embaixadas é uma oportunidade importante para aumentarmos os esforços em ampliar e garantir o acesso à informação sobre aborto legal no Brasil”, comentou Maria.
Acesse o site do Mapa do Aborto Legal e as versões digitais da cartilha “Aborto Legal: um guia para quem precisa acessar ou conhecer o direito, profissionais de saúde e ativistas” e da pesquisa “Mapa do Aborto Legal: direitos reprodutivos na encruzilhada da informação”*.
