Há algo de errado com a maneira como lidamos com a atenção no mundo contemporâneo. O problema não está na nossa dificuldade em aderir a aplicativos que restrinjam nosso tempo de uso de tela ou na insistência em conferir feeds de redes sociais antes de dormir ou logo que acordamos, mas sobretudo no modelo econômico que sustenta grande parte das plataformas digitais.
Nas últimas duas décadas, o mercado de empresas de tecnologia tornou-se extremamente fechado, concentrado e dominado por algumas poucas empresas, que atuam como intermediárias de quase todo o fluxo de informação online. Na prática, são essas companhias gigantescas que definem quais conteúdos ganham visibilidade e quais permanecem invisíveis para a maioria dos usuários, influenciando as condições para o exercício da liberdade de expressão e para o acesso à informação.
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