A ARTIGO 19 Brasil e América do Sul lança uma página especial dedicada aos 18 trabalhos vencedores do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente e dos Direitos dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais.
A página apresenta as iniciativas classificadas em primeiro, segundo e terceiro lugares nas seis categorias do concurso, reunindo produções jornalísticas, artísticas, educativas, indígenas e comunitárias comprometidas com o meio ambiente, os direitos humanos e a liberdade de expressão.
Em sua primeira edição, o concurso recebeu mais de 900 inscrições de diferentes regiões do Brasil. Em cada categoria, os primeiros lugares receberam R$ 30 mil; os segundos, R$ 15 mil; e os terceiros, R$ 5 mil. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil aos trabalhos vencedores.
Memória, justiça e continuidade
O concurso homenageia o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022, no Vale do Javari, no Amazonas.
Mais do que preservar suas memórias, a iniciativa busca dar continuidade a um compromisso que marcou suas trajetórias: a proteção da Amazônia, dos povos indígenas, dos territórios e das pessoas que atuam na defesa desses direitos.
A instituição do concurso está vinculada ao plano de ação para o cumprimento das medidas cautelares estabelecidas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos em decorrência dos assassinatos. A iniciativa reconhece trabalhos de jornalismo investigativo, comunicação popular e educação midiática voltados à proteção ambiental e à defesa dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.
Dezoito trabalhos, seis categorias
A página especial reúne os três trabalhos vencedores de cada categoria:
- Reportagem em texto
- Fotojornalismo, ilustração, charge, cartum, histórias em quadrinhos ou grafite
- Reportagem audiovisual
- Comunicação de autoria indígena
- Comunicação de autoria de comunidades tradicionais
- Educação midiática
A diversidade de categorias reconhece que a comunicação de interesse público não se limita a uma única linguagem ou modelo profissional. Ela é produzida em redações, escolas, organizações, aldeias, comunidades, coletivos e territórios de todo o país.
Entre os trabalhos premiados estão reportagens investigativas, registros dos efeitos da emergência climática, produções sobre governança territorial e iniciativas dedicadas à memória, à comunicação comunitária e ao enfrentamento à desinformação.
Autoria e protagonismo
As categorias de comunicação de autoria indígena e de autoria de integrantes de comunidades tradicionais afirmam um princípio central: esses grupos não devem aparecer apenas como fontes, personagens ou objetos de representação.
Povos indígenas e comunidades tradicionais têm o direito de produzir, orientar e difundir suas próprias narrativas. Por isso, o edital considerou o protagonismo na concepção, na produção e na gestão dos conteúdos como um requisito para essas modalidades.
Ao reunir os trabalhos vencedores, a página também procura ampliar a circulação de perspectivas produzidas a partir dos territórios, reconhecendo conhecimentos, experiências e formas próprias de comunicar.
Comunicação e proteção de direitos
A liberdade de expressão e o direito à informação são condições indispensáveis para a defesa do meio ambiente e dos direitos humanos.
Em diferentes regiões do Brasil, jornalistas, comunicadores populares, lideranças, indigenistas e defensoras e defensores ambientais atuam em contextos marcados por ameaças, violência e tentativas de silenciamento.
Quando essas pessoas podem investigar, documentar e comunicar com segurança, toda a sociedade passa a ter melhores condições de conhecer violações, acompanhar políticas públicas e participar das decisões que afetam os territórios.
Reconhecer e fazer circular essas produções significa defender a pluralidade do debate público e valorizar os conhecimentos de pessoas e comunidades que conhecem diretamente os territórios sobre os quais comunicam.
Uma construção coletiva
O concurso foi coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, por meio da Secretaria de Políticas Digitais, em parceria com órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
A iniciativa recebeu apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura e contou com a contribuição de organizações como União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, Repórteres Sem Fronteiras, ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato, Instituto Vladimir Herzog, Washington Brazil Office, Tornavoz e Instituto Dom Phillips.
Conheça os trabalhos vencedores
A página especial convida o público a conhecer as 18 iniciativas premiadas, suas autorias, linguagens e contribuições para a defesa dos territórios, do meio ambiente, da liberdade de expressão e dos direitos humanos.
Acesse a página do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira
Memória que permanece. Comunicação que protege.
