Em outubro de 2025, a ARTIGO 19 Brasil e América do Sul esteve presente e apoiou a 3ª Conferência de Jornalismo das Favelas e Periferias, realizada na Rocinha, no Rio de Janeiro. Com o tema “Justiça climática para nossos territórios”, a conferência, organizada pelo Fala Roça e pela Agência Mural, reuniu comunicadoras, comunicadores e organizações de todo o país para pensar o presente e o futuro do jornalismo feito a partir dos territórios.
Quase um ano depois, colhemos os frutos desse grande encontro: na segunda, 28 de setembro de 2026, a ARTIGO 19 esteve no Museu do Amanhã, no Centro do Rio, para prestigiar o Encontro Redes de Narrativas e Territórios, promovido pela Fundação Itaú. O evento deu continuidade às discussões iniciadas na Rocinha e reuniu organizações de jornalismo local, periférico e independente de diferentes regiões do Brasil.
O dossiê “O futuro é local”, produzido pelo Fala Roça e pela Agência Mural, em parceria com a Fundação Itaú, é uma das principais colheitas da Conferência de Jornalismo das Favelas e Periferias – a publicação compila análises sobre os desafios, as práticas e a importância da comunicação comunitária e periférica no Brasil, reunindo propostas, reflexões e aprendizados construídos ao longo da 3ª Conferência. A ARTIGO 19, que apoiou a realização do encontro na Rocinha, é citada no documento.
“Pensado como uma ferramenta democrática, o dossiê funciona como um guia de recomendações para fortalecer as mídias comunitárias, defender a justiça climática nos territórios e reduzir as desigualdades informacionais. A proposta é que os debates da conferência não fiquem restritos a quem esteve presente, mas circulem e gerem novas conversas sobre o jornalismo local”, explica Dandara Franco, jornalista e assessora de comunicação da ARTIGO 19, que esteve presente no evento.
O encontro também marcou a estreia oficial do Programa Locus, iniciativa da Fundação Itaú dedicada ao fomento, ao desenvolvimento e à conexão de organizações de jornalismo local. Foram anunciadas as 10 organizações selecionadas para participar da formação, que terá duração de dois anos.
Além do destaque ao lançamento do Manual de Redação do Alma Preta Jornalismo, um guia antirracista e de estilo que sistematiza o conhecimento histórico e técnico de gerações da imprensa negra para orientar práticas jornalísticas antirracistas.
Da Rocinha ao Museu do Amanhã, o caminho percorrido mostra que o jornalismo produzido nas favelas e periferias é essencial para a democracia. Reafirmamos nosso compromisso com um ecossistema de comunicação mais plural, seguro e justo, e segue ao lado das organizações que constroem, a partir dos territórios, o presente e o futuro da informação no Brasil.
