Campanha #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática fortalece 15 coletivos de comunicação em 8 estados diferentes

A campanha #CompartilheInformação, iniciativa da ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, fortalece desde 2020 a atuação de comunicadoras, ativistas e defensoras de direitos humanos no enfrentamento à desinformação. Diante de um cenário de desinformação e violação de direitos socioambientais, informação de qualidade produzida por quem vive nos territórios é essencial.  

Foi pensando nisso que a edição #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática teve como objetivo ampliar e fortalecer a atuação de profissionais da região Amazônica e dos estados que compõem o MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), incentivando a produção e a circulação de conteúdos confiáveis sobre emergência e justiça climática, direitos socioambientais e a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30). 

Nesta sexta edição da campanha, foram selecionadas 15 propostas de coletivos, grupos e veículos de comunicação popular, comunitários e independentes, de 8 estados diferentes (Amazonas, Pará, Rondônia, Maranhão, Tocantis, Piauí, Bahia e Mato Grosso), para integrar a campanha. Como resultado, foram mais de 70 publicações, somando mais de 270 mil visualizações através de 52 colaborações com as organizações participantes, organizações parceiras e perfis locais.  

Também foram produzidas ações, oficinas, rodas de conversa, podcasts, vídeos, carrosséis e até mesmo eventos durante a COP-30 para reunir comunicadores de territórios indígenas, ribeirinhos, quilombolas, tradicionais e periféricos para compartilhar experiências e mapear desafios à liberdade de expressão. 

Entre as produções estão a cartilha da Lei de Acesso à Informação (LAI) na Amazônia, a metodologia “A solução está no território”, voltada ao enfrentamento da desinformação socioambiental, podcast “As Feridas de Buriticupu”, que exibe a realidade de Buriticupu, no Maranhão, cidade classificada como desertos de notícias, podcast Hora de Mói, um espaço de bate-papo sobre temas que afetam populações quilombolas e de territórios tradicionais, entre outras. 

Tivemos relatos da centenária comunidade Tradicional Paulo Leal, em Rondônia, formada a partir da Estrada de Ferro Madeira Mamoré e diretamente atingida pela Usina Hidrelétrica de Santo Antônio e pelo agronegócio, apresentando os impactos socioambientais que seguem presentes no cotidiano das famílias, trabalhos que investigaram os impactos da transição energética sobre comunidades tradicionais do Piauí ao Pará — e o que acontece quando o progresso chega sem pedir licença, análises sobre o Plano Diretor de Manaus e até mesmo uma narração em quatro línguas cooficiais da Região do Alto Rio Negro — Tukano, Baniwa, Nheengatú e Yanomami — sobre a COP30. 

Confira abaixo os coletivos, veículos e organizações selecionados e acompanhe os conteúdos produzidos para a Campanha #CompartilheInformação #CompartilheJustiçaClimática em 2025 no portfólio.

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